1.1 Condições de Lubrificação
Eixos flexíveis funcionam, na maioria das vezes, em rotações muito elevadas, de maneira que se forma um filme lubrificante hidrodinâmico entre o eixo rotativo e o tubo protetor externo estacionário. Em eixos estirados ou com raios de curvatura grandes, as cargas sobre o filme lubrificante são respectivamente baixas. Com o incremento da curvatura até o raio mínimo possível, aumenta continuamente a carga sobre o filme lubrificante hidrodinâmico que garanta a separação entre a superfície do eixo e o do tubo protetor.
Essencialmente existe, assim, no filete de lubrificação, um atrito viscoso que depende da temperatura em função da viscosidade do lubrificante.
Quando aparecem, na paridade aço/ aço do eixo e tubo protetor, condições de funcionamento que geram a ruptura do filme lubrificante viscoso e, assim, um atrito misto (por exemplo, aumento abrupto do torque e / ou raio de curvatura fechado demais), nesse caso, lubrificantes contendo lubrificantes sólidos podem evitar o atrito metálico.
1.2 Tipos de lubrificantes
Eixos flexíveis são, na maioria das vezes, lubrificados com graxas. Com a alteração da posição que ocorre durante o processo do trabalho, a lubrificação com graxa resulta em menores problemas de vedação ao evitar o escoamento do lubrificante e também a entrada de sujeiras ou corpos estranhos no filete de lubrificação. Dependendo da rotação, faixa de temperatura de operação, do torque de partida e influências do ambiente, podem ser aplicadas graxas das classes de consistência NLGI 1 a 3.
Condições de operação com fortes e frequentes alterações (transformações de torque e rotação, modificação rápida dos raios de curvatura até o raio mínimo), exigem lubrificantes contendo lubrificantes sólidos. Eles são adequados para cargas elevadas e intermitentes e possuem boas qualidades para lubrificação de emergência. Para conseguir qualidades de lubrificação de emergência extremamente boas e também um bom amaciamento, pode ser feito um pré- tratamento com AF- Coatings (Anti- Friction- Coating) e , especialmente, com MOLYKOTE 3402-C.
Somente em exigências leves como rotação esporádica do eixo ou baixas cargas de transmissão, é possível uma lubrificação seca ou com óleo. Como lubrificante seco, é usado o spray MOLYKOTE PTFE-N ou, com óleo, MOLYKOTE Omnigliss.
1.3 Lubrificação de trabalho e Relubrificação
Devido a montagem das duas partes de atrito (eixo e tubo protetor) e , porque normalmente as rotações elevadas dos eixos e as condições de operação são permanentemente modificadas (em sistemas não constantes e instalados definitivamente), as exigências sobre o lubrificante são relativamente elevadas, mesmo com baixas pressões sobre o filme lubrificante, de forma que, mesmo lubrificantes de alto rendimento não podem garantir uma lubrificação para a vida útil. Isso significa que durante o funcionamento deve ser feita uma Relubrificação.
Valores de referência para os intervalos de Relubrificação são em geral entre 150 até 200 horas de operação. Existe um processo com o qual se pode calcular os intervalos de Relubrificação, que se baseia em resultados de teste nas bancadas de testes de eixos flexíveis. Os resultados mostram que, graxas diferentes atingem também períodos de operação diferentes, até uma Relubrificação necessária e também além do limite comum, que é de 200 horas de operação.
1.4 Prevenção de avarias
1.4.1 Controle de manutenção
Uma manutenção preventiva e um controle de conservação devem ser garantidos, existem as seguintes possibilidades para evitar prematuramente a perda do eixo:
– O controle do período de rotação através das horas de funcionamento.
– Controle visual a cada 2 semanas de alma do eixo e verificação do filme de graxa quanto à secagem. Isso, maioria dos casos, é possível através da simples retirada do tubo protetor.
Os sinais típicos de uma lubrificação insuficiente ou defeituosa são:
– Aumento do nível de ruído e funcionamento irregular (escassez de lubrificação).
– Excesso de aquecimento do eixo, por exemplo, acima de 60 ◦C em 20 ◦C temperatura ambiente (Escassez de lubrificação ou excesso de graxa).
1.4.2 Proteção contra desgaste
O excesso de desgaste geralmente é gerado devido às condições muito duras de operação. Recomenda-se a aplicação de AF- Coatings MOLYKOTE 3402- C e adicionalmente uma graxa MOLYKOTE para as respectivas condições de funcionamento. Assim, é evitada a ruptura do filme lubrificante viscoso e um contato das superfícies metálicas. O AF- Coatings serve aqui como uma camada intermediária eficiente e evita um atrito metálico.
1.4.3 Compatibilidade com material sintético
Em tubos protetores ou eixos com revestimento de material sintético, o aparecimento de rachaduras no material sintético pode indicar incompatibilidade. Nesses casos, deve-se verificar a compatibilidade do lubrificante com o material sintético e, eventualmente, mudar para uma combinação lubrificante/ material sintético que seja mais compatível.
1.4.4 Proteção contra a corrosão
Quando são necessárias medidas de proteção contra corrosão, é adequado, como produto líquido, MOLYKOTE Supergliss ou, como revestimento de proteção seco parafinado, MOLYKOTE MetalProtector plus.
